A estrada do desenvolvimento


Equipamentos CAT operam nas obras da BR-163, de Cuiabá a Santarém, que ajudará no transporte da produção agrícola da região

Com obras iniciadas nos anos 70, a BR-163 abrange os Estados do Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dessa rodovia que corta uma boa parte do Brasil, cerca de 670 quilômetros estão sendo construídos e pavimentados desde o segundo semestre do ano passado. É um longo trecho que vai de Cuiabá/MT a Santarém/PA, que será fundamental no escoamento das produções agrícolas das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Todos os consórcios que atuam nessa obra que trará mais desenvolvimento ao país têm em suas frotas equipamentos Caterpillar, que contam com total suporte da Sotreq. A pavimentação asfáltica já foi feita em várias partes da rodovia, principalmente próximo à divisa de Mato Grosso com o Pará e no distrito de Campo Verde, em Itaituba/PA, onde a BR-163 se encontra com a Transamazônica.

A Revista ELO percorreu toda a extensão da obra. O marco zero, na divisa dos dois Estados, é de responsabilidade do consórcio CAL, constituído pelas empresas Cavalca, Agrimat e Lotufo e possui 102,3 quilômetros de extensão. No momento, estão sendo executados 18 quilômetros do serviço, que começou em julho passado e tem prazo de execução de 900 dias. Esse consórcio conta inicialmente com duas motoniveladoras CAT (140M e 140B), que, de acordo com o engenheiro residente, Ronan Fonseca Lemos Filho, apresentam rendimento excelente. “Uma das maiores qualidades delas é a resistência, que pode ser comprovada no dia a dia da obra”, afirma.

O consórcio tem enfrentado dificuldades na execução dos serviços. O trecho, que cruza a Serra do Cachimbo, apresentava algumas peculiaridades, como a existência de grandes erosões nas laterais da pista, uma delas com mais de 20 metros de profundidade. Outro empecilho diz respeito ao meio ambiente. Por se tratar de uma área de preservação, o consórcio precisou tomar cuidados adicionais, como não desmatar as laterais da rodovia, razão pela qual a pista não foi alargada como em outras localidades.

O segundo consórcio no sentido Cuiabá-Santarém, em Cachoeira da Serra, é constituído pelas empresas JM e Torc, incumbidas da terraplenagem e pavimentação de 70,9 quilômetros, dos quais 39 já estão concluídos. No restante do trecho os trabalhos estão bem adiantados e a previsão de término é agosto de 2011.

O consórcio utiliza 40 máquinas CAT. “Há muitos anos, a JM só opera com equipamentos pesados Caterpillar em virtude da confiabilidade e facilidade na reposição de peças e suporte do produto em geral”, revela o engenheiro Warner Silva. “Dessa forma, os modelos como as escavadeiras 330D e 336D, a pá carregadeira 938H e os tratores de esteiras D6 e D8 estão sempre disponíveis.” Ele faz questão de destacar a produtividade da 330D, tanto nos trabalhos de terraplenagem como na sua performance na pedreira. “Há trechos bastante adversos, que são mais rapidamente construídos quando se tem o equipamento apropriado.”

O trecho de 67,3 quilômetros na região de Castelo de Sonhos está sob responsabilidade do consórcio Contern-Cetenco, gerenciado por José Alberto Betônico. Nesse local, o piso apresenta uma incidência muito grande de pedras, o que torna o trabalho das máquinas CAT ainda mais complicado. O consórcio possui oito motoniveladoras e um trator de esteiras D6D. “Basicamente, atuamos com toda a linha das motoniveladoras 120H e 140H e tratores de esteiras D6”, afirma. “Todos são impecáveis.”

Ele conta que, apesar das dificuldades no solo, as máquinas estão sempre disponíveis graças à plena assistência oferecida pela Sotreq. “Ela acompanha a obra de perto e isso facilita a manutenção e a obtenção de peças de reposição, apesar da logística complicada. Assim, o cronograma será cumprido e nosso trabalho ficará concluído em maio de 2011.”

O trecho sob o comando do consórcio 3 Irmãos/Canter inicia-se no quilômetro 240,5 e vai até a cidade de Novo Progresso/PA. Sua extensão é de 68 quilômetros, dos quais 30 estão em execução, com prazo de entrega determinado para dezembro de 2011.

Segundo o engenheiro  auxiliar Rogel Taibo, o consórcio atua com 18 equipamentos Caterpillar, com destaque para a motoniveladora 140H e a escavadeira 330D. “A 330D consegue carregar um caminhão em apenas dois minutos e meio”, frisa. Rogel lembra também a importância do consignado de peças disponibilizado pela Sotreq, que tem sido um fator determinante para ganhar tempo na obra. “Com esse tipo de suporte, fica mais fácil cumprir os prazos”, acrescenta.

Consignação

A consignação de peças estratégicas é um serviço que os consórcios definem como essencial para o bom andamento das obras da BR-163. Não há voos regulares para as cidades de Trairão e Novo Progresso, localizadas no trecho que vai do distrito de Campo Verde, em Itaituba/PA), até a divisa com Mato Grosso. Consequentemente, um consórcio que tenha uma máquina com algum tipo de falha perderia muitos dias até a chegada da peça e de um mecânico para substituí-la.

Além disso, a Sotreq também fez uma análise da aplicação de ferramentas de penetração no solo (FPS) para os clientes, como conversão de pontas de equipamentos concorrentes. A exemplo do consórcio 3 Irmãos/Canter, a Cimcop SA Engenharia e Construções tem sua base na cidade de Novo Progresso. Ela é responsável pela implantação e pavimentação de 41,5 quilômetros no sentido sul-norte.  Até agora, foram executados os trabalhos de 80% da terraplenagem e 100% da drenagem profunda. A meta é concluir pelo menos 30% da pavimentação em dezembro. O gerente da empresa, Ney Cassaro Filete, concorda com os demais consórcios ao apontar a logística como a principal barreira enfrentada na obra. “O local aqui é muito isolado, o que dificulta um pouco para contratar mão de obra qualificada”, afirma.

Quanto às máquinas pesadas, Ney acrescenta que a qualidade da CAT é incontestável, seja pela confiabilidade, seja pela durabilidade e pelo suporte técnico que a Sotreq proporciona. “A Caterpillar não deixa o cliente na mão. É impressionante, por exemplo, a produtividade da motoniveladora 12H”, diz.

Com 54 anos de atividades, a Cimcop SA mantém há muitos anos uma sólida parceria com a Sotreq. “A nossa satisfação com a qualidade do suporte que a Sotreq nos dá é total”, revela Ney. Ele ressalta o trabalho desenvolvido pelo representante de suporte ao produto da Sotreq Celivaldo Santos, que, a cada 15 dias, percorre toda a extensão da obra visitando e prestando assistência aos consórcios. “Esse contato estreito é fundamental para que a Sotreq conheça detalhadamente as reais necessidades dos construtores envolvidos nas obras.”

Segundo Celivaldo Santos, as obras são um grande desafio para os consórcios. “Todos os trechos são difíceis em virtude da logística, mas, na minha opinião, o que apresenta maior dificuldade é o segmento 1.4, muito distante de um centro com mais recursos”, diz.

O consórcio formado pelas empresas CMM, EHL, Ferfranco e França Simões é responsável por um trecho de 117,1 quilômetros de extensão. O gerente Luiz Augusto Claret Tavares revela que um total de 116 equipamentos está em operação na obra, que começou em meados de 2010 e com prazo de 900 dias para ser entregue.

Luiz Augusto enfatizou que a Sotreq, ao dar assistência técnica para os equipamentos CAT, preocupa-se em estar mais perto do cliente. “É a única empresa que mantém um mecânico próximo da obra, na cidade de Nova Progresso”, afirma. “Assim, ficamos tranquilos com relação à manutenção das nossas máquinas, como 336D, D6, 938H, a motoniveladora 140K e a retroescavadeira 416E. Em qualquer emergência, ele vem ao nosso encontro sem demora.”

O último trecho no sentido sul-norte está sendo executado pelo consórcio formado pelas empresas CBEMI, Contern e DM, gerenciado pelo engenheiro Tiago Morozoni de Carvalho. A obra começou em julho passado e também tem prazo de 900 dias para conclusão.

O trecho, de 137,5 quilômetros, é o mais longo nessa obra da BR-163, com aproximadamente 25 quilômetros prontos, faltando apenas à sinalização, que está incluída na atual etapa. Dessa forma, restam 112 quilômetros de implantação e pavimentação. A partir do fim desse trecho, a BR-163 utiliza-se do leito da Transamazônica por 120 quilômetros até a cidade de Rurópolis, no sentido oeste-leste. Nessa cidade, a estrada retoma o sentido sul-norte, até Santarém.

Tiago Carvalho conta que quase todos os equipamentos utilizados são Caterpillar. “A escolha é por um motivo bem simples: eles são mais confiáveis e apresentam um desempenho acima da média”, afirma. Dos 22 modelos CAT que operam no trecho, há duas D6N, duas D6T, duas escavadeiras 345C e seis 320D e três compactadoras de solo CP533E. O engenheiro também aponta a consignação de peças como a principal vantagem da parceria com a Sotreq: “O consórcio dispõe de um estoque consignado, o que representa um grande avanço, dadas as dificuldades de logística na região”.

No fim da jornada, fica para trás um imenso corredor que, quando concluído, vai significar mais possibilidades de desenvolvimento para o país. E, como tantas outras obras importantes Brasil afora, tem a participação decisiva da Sotreq e dos equipamentos CAT.

Fonte: http://revistaelo.com.br

 

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2 respostas para A estrada do desenvolvimento

  1. sidney cirilo ferraresi disse:

    como fuciona o consocio prciiso d uma d6 e uma patrol

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